21.1.12

RAPadura - Norte Nordeste me Veste.

19.1.12

Marcos Valério e mais 34 integrantes de quadrilhas, segundo o MP da Bahia foram indiciados.

Envolvidos em esquemas de falsificação de documentos públicos para, de forma ilegal, tornarem-se proprietários de imóveis – na maioria fazendas – localizados no município baiano de São Desidério, o empresário Marcos Valério Fernandes e mais 34 pessoas foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público do Estado da Bahia. Ele, seus sócios (Ramon Hollerbach e Francisco Marcos Castilho Santos), empresários de Minas Gerais, da Bahia e de São Paulo, agropecuaristas, agricultores, lavradores, advogados e oficiais de cartório estão sendo acusados pelos promotores de Justiça Carlos André Milton Pereira e George Elias Gonçalves Pereira de crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, entre outros.

Segundo os promotores de Justiça, diversas quadrilhas, que nem sempre tinham ligação, atuavam no esquema de criação de matrículas falsas de imóveis que, às vezes, nem existiam. Essas quadrilhas foram desarticuladas no início do último mês de dezembro durante a ‘Operação Terra do Nunca’, mas, até serem desmontadas, promoveram diversas falsificações de documentos nos cartórios de Barreiras e São Desidério, oeste baiano. As falsificações, relatam Carlos André e George Elias, eram efetivadas com o auxílio das oficiais de cartório Maria de Fátima Melo, Ana Elizabete Vieira e Nadir Tavares Botelho, que recebiam vantagens econômicas ilícitas para isso e foram denunciadas também pelo crime de corrupção passiva. Com o apoio das duas últimas, por exemplo, a empresa de Marcos Valério e Ramon Hollebarch conseguiu criar, a partir de um terreno de 360m² localizado em Barreiras, “cinco enormes propriedades rurais” em São Desidério. As escrituras públicas constantes nos autos, afirmam os promotores, eram elaboradas no tabelionato, repletas de falsificações e assinadas por um analfabeto e pelos dois empresários, que, aliás, “nunca vieram aos municípios de Barreiras e São Desidério”. (MPF/BAHIA)

Sancionada por Dilma a regulamentação das profissões de turismólogo e cabeleireiro.

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (18) as leis que regulamenta as profissões de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador (lei 12.592/12)e de turismólogo (Lei 12.591/12). A presidente, no entanto, vetou artigos dos projetos de lei que exigiam qualificação para o desempenho das atividades.

Em sua mensagem de veto, Dilma explica que, de acordo com a Constituição, é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo apenas impor restrições na hipótese de a atividade ser passível de causar algum dano à sociedade. A decisão de vetar, ressaltou a presidente, foi tomada com base em consulta aos ministérios do Trabalho e Emprego, da Justiça, da Saúde, à Secretaria-Geral da Presidência da República e à Advocacia-Geral da União. (Agência Senado)

18.1.12

Cidade de Paulo Afonso terá representante no Miss Bahia 2012.

A Prefeitura de Paulo Afonso está apoiando mais uma beldade Pauloafonsina que participará do Miss Bahia no dia 26 de Janeiro em Salvador . Dessa vez, Luana Flávia, 21 anos Técnica Ambiental representará a cidade de Paulo Afonso, consagrada como a Miss Paulo Afonso em Outubro de 2011.
Essa é a primeira vez que a Miss participará do evento, mas tem grande expectativa de fazer bonito no concurso. “É uma responsabilidade muito grande levar o nome da minha cidade e a beleza do meu povo para ser representando. Estou confiante que trarei um bom resultado” destacou Luana. O currículo da pauloafonsina já é grande em concursos de beleza, em 2011 obteve o 4º lugar no Miss Mundo Bahia, 1º lugar no Top Model Sesc Paulo Afonso, Miss Physicus, além da participação do Concurso Menina Fantástica. Para as garotas que sonham em chegar lá a Miss Paulo Afonso deixa a dica. “É importante ganhar experiência e jamais desistir de um sonho” enfatizou a Miss Paulo Afonso. (Com informações da Ascom/PMPA)

Globo pode perder concessão de TV.

Comunicado do Ministério das Comunicações:
Inicialmente, o Ministério das Comunicações vai identificar se o possível estupro foi veiculado na TV Globo, emissora outorgada concessionária do serviço de radiodifusão de sons e imagens, fiscalizada pelo ministério, ou apenas nos canais de TV por assinatura, fiscalizados pela Anatel, nos termos da Lei Geral de Telecomunicações - LGT.
Já foi solicitada à TV Globo a gravação da programação veiculada nos dias 14 e 15 de janeiro de 2012, para degravação. As imagens serão analisadas e, se estiverem em desacordo com as finalidades educativas e culturais da radiodifusão e com a manutenção de um elevado sentido moral e cívico, não permitindo a transmissão de espetáculos, trechos musicais cantados, quadros, anedotas ou palavras contrárias à moral familiar e aos bons costumes, expondo pessoas a situações que, de alguma forma, redundem em constrangimento, ainda que seu objetivo seja jornalístico (art. 38, alínea "d" do Código Brasileiro de Telecomunicações - Lei n˚ 4.117/62 - c/c art. 28, item 12, alíneas "a" e "b" do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão - Decreto n˚ 52.795/63), será instaurado Processo de Apuração de Infração neste ministério, cujas sanções cabíveis incluem a interrupção dos serviços (Parágrafo único do art. 63 e multa nos termos do art. 62 do mesmo Código).
Paralelamente, foi solicitado à Anatel que faça também a verificação da veiculação nos canais de TV por assinatura.

17.1.12

Meio milhão de inscritos para disputar 195 mil bolsas de estudo no ProUni.

Até o meio-dia desta segunda-feira, o Programa Universidade para Todos (ProUni) recebeu inscrições de 553 mil candidatos interessados em uma das 195 mil bolsas de estudo disponíveis para o primeiro semestre deste ano. Os interessados podem se inscrever até as 23h59 de quinta-feira, exclusivamente pela internet.
O estado com maior número de inscrições até o momento é São Paulo, com 220.696 candidatos. Em seguida, vêm Minas Gerais, com 122.601; Rio de Janeiro, com 74.078; Bahia, com 72.297; e Rio Grande do Sul, com 72.058. Podem participar do ProUni estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral em escola particular. Também é necessário ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 e alcançado pelo menos 400 pontos na média das provas objetivas e não ter zerado a redação.

Do total de bolsas oferecidas, 98 mil são integrais e 96 mil, parciais, que custeiam 50% da mensalidade. O benefício integral é destinado àqueles com renda familiar per capita mensal de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais podem ser pleiteadas por quem tem renda familiar per capita de até três salários mínimos. (Correio do Brasil)

Gaddafi estaria vivo e pronto a organizar resistência na Líbia, é o que dizem as agências de Notícias Internacionais.

Informes de agências de notícias que circularam nesta segunda-feira na Líbia, na Sérvia e na Rússia relatam a primeira aparição do coronel Muammar Gaddafi após a notícia de sua morte, durante os conflitos ocorridos naquele país, ano passado. De acordo com a agência internacional de notícias RicTV, Gaddafi teria falado aos líbios na transmissão da uma rádio argelina.
O líder líbio, que teve sua morte atestada por meios oficiais do novo governo daquele país, estaria vivo, na verdade, e refugiado no país vizinho, de onde articularia uma reação à tomada do poder por tribos rebeldes que contaram com o apoio das forças da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan). Estas mesmas fontes garantem que o homem confundido pelos rebeldes era um primo distante de Gaddafi, chamado Ali Madzid Al Andalus. O sósia era famoso em Sirte, onde vivia e morreu, por sua aparência similar à do então governante. Ouvida pela agência RicTV, a família dele confirma sua morte em 20 de outubro do ano passado, mesma data atribuída ao assassinato de Gaddafi. Fontes independentes também confirmaram aos jornalistas que o dirigente líbio estava distante de Sirte em 20 de outubro. (Correio do Brasil)

O silêncio que virou escândalo. (Emiliano José)

O livro de Amaury Ribeiro Jr. estava anunciado havia tempo. Desde que a velha mídia quis culpar o autor, numa espécie de habeas corpus preventivo encomendado por José Serra, de montar um dossiê contra o então candidato tucano à Presidência da República. No entanto, talvezA Privataria Tucana não fizesse tanto sucesso não fosse o extraordinário silêncio das principais famílias da chamada grande mídia. Dizia-me um amigo, jornalista dos bons, que caso saísse com aquele título e com todas as páginas em branco, o livro causaria estardalhaço de qualquer maneira pelo escândalo do silêncio.

Diríamos que a velha mídia desconhece os novos tempos. Parece não saber que deixou de falar solitariamente. Há outros atores no pedaço, que não podem mais ser ignorados, subestimados, como ela o faz. Há as exceções da grande mídia, como CartaCapital, como Terra Magazine, há os blogueiros progressistas e há as impressionantes redes sociais, que se comunicam horizontalmente, não esperam mais a palavra de ordem dos vetustos senhores midiáticos.
As redes sociais divulgam o que consideram apropriado, tornaram-se mais capazes de captar o que é notícia do que eles, os comunicadores de antanho, que se acreditam ainda senhores da capacidade de decidir o que é e o que não é acontecimento digno de ser noticiado. Houve choro e ranger de dentes quando as redes sociais elevaram sua voz, disseminaram-na, provocando colunistas, tevês, jornalões, revistas, todo o conservadorismo midiático, sobre o porquê daquele silêncio.

O silêncio tornou-se um escândalo. Afinal, em poucas horas o livro tornara-se um best-seller, não poderia ser ignorado. E não poderia, além de tudo, porque revela, de maneira muito clara, uma parte ponderável do escandaloso processo de privatização levado à frente pelo governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso que envolveu, de maneira absolutamente comprovada, o ex-governador de São Paulo e ex-candidato a presidente da República, José Serra. Tanto quanto sua filha, Verônica Serra, ao lado de vários outros atores importantes, sócios de Serra, mesmo que não formais. Há, aliás, um capítulo dedicado a isso: “Os sócios ocultos de Serra”, agora não mais ocultos.

Não poderia ser ignorado, vírgula. Afinal, o livro mexe com as vísceras de um projeto político e econômico que envolvia a velha mídia de modo direto, pois ela fora, uma parte dela, beneficiária do processo de privatização, e não podia, portanto, usar critérios jornalísticos diante da publicação, critérios que, aliás, abandonou de há muito. Melhor calar. Melhor persistir em sua impressionante partidarização, em sua filiação tucana, ao menos filiação econômica. Melhor fazer de conta que nada acontecera. Melhor acreditar que, não noticiando, o fato não existe.

E vamos ser claros: a velha mídia tem identidade profunda com o pensamento neoliberal, e não por acaso sempre combateu o governo Lula e combate agora o governo da presidenta Dilma. Tem lado, isso não se pode negar. O autor, no capítulo “O indiciamento de Verônica Serra”, ao abordar a fantasiosa versão da campanha presidencial passada, quando a velha mídia falava nas supostas tentativas de violação do sigilo fiscal dos apoiadores do candidato tucano, diz que “pela primeira vez, de modo tão escancarado e comovente, a mídia revelou sua alma serrista”. Aqui, um reparo: não foi a primeira vez. Isso vem de longe.
A tática do silêncio, do encobrimento de fatos jornalísticos, que às vezes funciona, nesse caso foi um equívoco grave. Tornou o livro muito mais impactante. Foi uma correria às livrarias. Estas e o editor se viram em palpos de aranha para atender aos milhares de solicitações, logo que a primeira edição de 15 mil exemplares se esgotou. O silêncio dos senhores midiáticos foi parcialmente responsável por esse sucesso. Tiro no pé. E a velha mídia viu-se à beira de um ataque de nervos.

Sabe-se, afinal tudo transpira, que Serra chegou a ligar para um colunista, de sua amizade, e não são poucos os bons companheiros dele na velha mídia, para agradecer a defesa que o conhecido jornalista fizera dele mas, encarecidamente, pedia-lhe que não abordasse mais o assunto, nem para defendê-lo. Melhor calar.

Nas redações dos jornalões, as discussões se acirraram, o mesmo nas tevês, nas revistas. Afinal, todos estavam nus, no meio do estádio lotado, e a torcida gritando, pedindo gol. Os que resolveram noticiar alguma coisa o fizeram de forma envergonhada, e sem ir a fundo, e tentando encontrar algum meio de defender Serra, sua filha, seus parceiros. Diríamos, sem a pretensão de parafrasear ninguém: uma vergonha.

As redes sociais, os blogs progressistas, CartaCapital, Terra Magazine, entre outros, já falaram muito sobre o livro, e bem. Encontraram um amplo espaço, aberto pelo estrondoso silêncio. Seria pretensioso e redundante fazer uma resenha. Registro apenas que é um trabalho jornalístico precioso, típico de um repórter aplicado, meticuloso, que mergulha atrás das provas, que documenta tudo, que vasculha, que não subestima os fatos, como deve ser todo bom jornalista. Não denuncia de maneira irresponsável, como tem acontecido tanto ultimamente. Não trabalha na linha do teste de hipóteses de um Ali Kamel. Claro que qualquer publicação está sujeita a críticas, mas inegavelmente esta tem muito mais méritos que defeitos.

Serra e seus bons companheiros estão pagando o preço de ter subestimado o autor. Apressaram-se em atacá-lo durante a campanha, como se fossem vítimas, especialmente Serra e sua filha, e agora estão sentindo o peso da verdade, absolutamente documentada. Aparece ali toda a voracidade tucana de desmontar o Estado brasileiro, de vender as estatais a preço de banana, numa operação política e econômica balizada pelo Consenso de Washington, que levou nações pelo mundo afora à bancarrota, e seus povos à miséria. O livro, no entanto, não trabalha com esse específico enfoque.

O que quer, e consegue, é demonstrar como o tucanato, a família Serra na linha de frente, confundiu inteiramente os negócios públicos com os privados, privatizou o dinheiro público, subordinou os interesses nacionais aos grandes grupos econômicos interessados na privatização. E como recolheu avidamente as sobras polpudas desse processo, de modo direto, escandalosamente, como o demonstra a impressionante massa de documentos que o autor apresenta.

Verônica e seu marido, Alexandre Bourgeois, o quase-primo José Marin Preciado, Ricardo Sérgio de Oliveira, Vladimir Antonio Rioli foram os principais operadores de Serra. A quem não domina isso de perto, impressiona o jogo de prestidigitação financeira das operações, as viagens do dinheiro que sai do Brasil e volta, as mirabolantes operações de lavagem de dinheiro público, as incontáveis empresas offshore (ou empresas-camaleão), que servem a esse fim, as tentativas de apagar as pistas, agora desmascaradas pelo livro. O dinheiro público apropriado para fins de acúmulo patrimonial privado parece, como diria o autor, ter vida própria, está sempre mudando de nome, de endereço, de forma.

O esquema Serra parece ter alguma forma de magia: seus operadores tiram sempre da cartola uma maneira de esquentar o dinheiro conseguido ilegalmente. Foi, como diria a chamada de primeira página do livro, o maior assalto ao patrimônio público brasileiro. E documentado, fartamente documentado, provado. E há sempre, mais do que comprovada também, a presença de um personagem constante na vida dos escândalos brasileiros, Daniel Dantas, sócio de Verônica Serra.
Esta, aliás, devidamente indiciada pelo crime de violação do sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros em janeiro de 2001, no apagar das luzes do governo Fernando Henrique Cardoso. A empresa Decidir do Brasil, nascida de uma sociedade em Miami entre Verônica Serra e sua xará Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, conseguira a proeza ao assinar um convênio com o Banco do Brasil.

Como se vê, o Estado brasileiro, então, estava devidamente privatizado, entregue aos interesses de uma família e seus operadores. Também a Iconexa S.A., empresa de Alexandre Bourgeois, o genro de Serra, foi indiciada em 2005 pelos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. A nossa velha mídia não viu nada disso. Não queria ver, fazia questão de não ver. Afinal, não se constituíam em fatos jornalísticos na sua ótica partidarizada. Atingia o coração do tucanato.

O esquema de corrupção montado por Serra e seus operadores não dispensou a ajuda de agentes da Polícia Federal nem de ex-membros da repressão política à época da ditadura. É certo que Serra mudou muito, deu um giro de 180 graus em suas posições políticas. Da Ação Popular ao PSDB foi um longo caminho percorrido, vindo da esquerda para a direita. Mas o livro mostra que ele se apropriou dos métodos da própria ditadura, e foi buscar ajuda entre aqueles que participaram do aparato repressivo contra a esquerda brasileira.

Assim, valeu-se não só de Marcelo Itagiba, ex-deputado federal e delegado federal, como também de Ênio Gomes Fontelle, conhecido como “Doutor Escuta”, ex-oficial da chamada comunidade de informações organizada pelos militares, mais precisamente do Serviço Nacional de Informações. Serra sempre foi muito bom na construção de dossiês, sempre teve gente especializada nesse trabalho. E por isso, para tentar esconder o que fazia, denunciava os adversários de cometer o crime que rotineiramente praticava.

Uma coisa é certa: estamos diante de um livro indispensável para a compreensão do que foram os anos de Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Do que significou o neoliberalismo no Brasil. De como foi montada uma operação familiar para assaltar os cofres públicos. De como se fizeram fortunas fáceis. Afinal, não há experiência neoliberal na América Latina que não tenha se valido de tais expedientes. É uma prática intrínseca ao projeto.

O livro também deixa claro como a velha mídia brasileira se associou a essa empreitada, sem vacilações. Por questões políticas, ideológicas e, nenhuma dúvida, materiais. Houve tentativas de desqualificação do trabalho, anteriormente ou a posteriori, com a publicação já nas ruas. Equivocadas, de modo geral. Houve os que disseram tratar-se apenas de um trabalho decorrente das contradições, aliás nada desprezíveis, entre os tucanos Serra e Aécio. Se estas contaram, não foram essenciais, pois o autor se dedicava ao texto havia mais de uma década.

Por cima de tudo isso, e desmontando todas as tentativas de desqualificação, o livro se constitui num tapa na cara dos que assim agiram, um soco no estômago. Concorde-se ou não com ele, concorde-se no todo ou em parte, veio para ficar. Torna-se uma referência essencial quando quisermos visitar a década perdida, a dos anos 1990. Perdida para a maioria. Ganha para uns poucos, aqueles que protagonizaram o maior assalto ao patrimônio público de nossa história.

Emiliano José é jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA)

16.1.12

Piuí, trem turístico será implantado em Piranhas/AL.


Essa pode ser considerada uma idéia Genial da Prefeitura de Piranhas em Alagoas. A reativação da estrada de ferro do município. O percurso de 11 Km irá ligar o Centro Histórico de Piranhas até o lago de Xingó,tornando-se mais um atrativo turístico da região. O projeto começará a ser executado com a chegada dos trilhos e em seguida a Maria-Fumaça será implantada.

A chegada da Maria-Fumaça está prevista para o próximo dia 26 de janeiro. A primeira remessa dos trilhos já está no município e em breve irá viabilizar o primeiro quilometro da linha férrea turística, com ponto de origem na Esplanada do Recinto, no Centro Histórico. De acordo com o Secretário Municipal de Planejamento, Breno George, ainda este ano serão contratados mais R$ 3 milhões, assegurados pela emenda do Senador Benedito de Lira e Ministério do Turismo.

O Secretário Municipal de Infra-Estrutura Claudio Monteiro, informou que o trajeto do trem será finalizado no circuito do terminal turístico que será construído às margens do lago da Hidroelétrica de Xingó. Para a prefeita Mellina Freitas, a iniciativa de reativar o trecho da linha férrea que margeia a serra à beira rio, será mais um impulso significativo para a geração de emprego e renda no setor turístico do município. “Esse é mais um sonho que estamos começando a realizar, pois estamos sempre pensando em melhorias para o nosso município”, declarou ela. (com informações da Ascom/Piranhas)

BORDEL, CARNIFICINA E O SIMPLES QUE DEU CERTO.

A televisão é dos meios mais importantes de comunicação na história da civilização e se bem utilizada, traz benefícios imensuráveis para a formação do homem no campo da cultura, da educação, dos esportes, entretenimento, formação política e por ai afora.
No modelo neocapitalista como acontecera no modelo capitalista, à busca desenfreada pelo lucro impõe a perda do controle de qualidade e a televisão brasileira, especialmente a aberta, tem um apetite voraz para apresentação de programas de baixa qualidade, dilacerando os valores da sociedade e pondo em risco os princípios que regem a família.
A TV Globo que efetivamente tem qualidade técnica e mão de obra qualificada se tornou a mais influente na sociedade brasileira, impondo modas, alterando costumes, determinando em várias situações o cotidiano da sociedade brasileira e as telenovelas são o maior exemplo. As demais emissoras televisivas não ficam por menos e o mais importante é o índice de audiência em detrimento da qualidade.
A TV Globo está, salvo engano, na 15ª edição do BBB, programa que vem chamando a atenção e acompanhado 24 horas por dia pela Internet, um verdadeiro bordel a céu aberto onde se reúne de tudo. Como não há cenas explícitas de sexo não se poderá falar em programa pornô, ficando mais bem enquadrado como programa erótico já que por debaixo dos edredons se desenrolam e são induzidas cenas de sexo em horário nobre. Pedro Bial, um dos melhores apresentadores da TV brasileira, jogado como apresentador dos BBB, em programa recente foi indagado se gostava de vê TV e ele respondeu que sim. Que gostava de assistir os piores programas de TV, quando Boni, ex-globo, também presente, disse que sendo assim ele assistia o BBB.
Como a TV Globo vem sendo perseguida pelas concorrentes e em vários programas já foi batida pela TV Record do Bispo Edir Macedo, para manutenção do seu alto índice de audiência retirou da Rede TV os programas de luta livre com suas denominações UFC, MMA e outras que não as entendo, entregando a narração a Galvão Bueno sua maior estrela da narração esportiva. Não nos colocamos no Coliseu de Roma porque ali, conforme autorização imperial, um gladiador poderia ou não tirar a vida do gladiador oponente perdedor. Confesso que assisti ainda na Rede TV algumas lutas e fiquei horrorizado com a violência das lutas e a carnificina resultante com sangue para todo lado.
Embora aficionado por Boxe, a nobre arte, quando de alto nível, mesmo reconhecendo que o esporte é violento pelas sequelas deixadas para os boxeadores onde já houve casos de morte, a sua violência não chega aos pés da carnificina encontradas na UFC, MMA e outras categorias.
Ambos os programas, BBB e UFC são exemplos de como a TV não deveria ser utilizada. Vejo a televisão aberta nos programas de notícias e eventos esportivos. Nos demais horários prefiro percorrer a TV Brasil, TV Cultura e TV Escola. Nas TVs do Senado, Câmara e Justiça são apresentados excelentes programas, notadamente os documentários e programas musicais que valorizam as culturas regionais.
Se a TV Globo optou pelo bordel e pela carnificina, há um fenômeno atual do simples que deu certo. Refiro-me ao hit de Michel Teló ”Ai se eu te pego”.O cantor sulino e de música sertaneja gravou uma música simples e voltada apenas para ser curtida nos embalos jovens, descompromissada, e de um momento para outro estourou no plano internacional a partir da exibição de vídeo na internet de Marcelo e Cristiano Ronaldo, boleiros do Real Madrid. Em diversas partes do Mundo os gols estão sendo comemorados com gestosda música de Teló e a musica já recebeu versões no hebraico, polonês, alemão, dinamarquês e se tornou uma febre no cenário musical e vemliderando os ranking das mais tocadas em vários países.
Alguns dirão que a música é sem qualidade e não representa o melhor da música brasileira. Certo. Teló não é nenhum Vila Lobos, Tom Jobim, Vinicius de Morais, Toquinho, Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom Zé, e isso pouco importa, o importante é se divertir. Teló é o simples queem determinado momento deu certo.
COPINHA PAULO AFONSO. Sexta-feira encontrei Beto da Liga inconformado. A 15ª edição da Copinha Paulo Afonso de Futebol que aconteceria agora no mês de janeiro não mais acontecerá. Segundo ele, o Município se recursou a ceder 08 Escolas para acomodar as delegações vindas de outros Estados quando o pedido fora formulado em julho e reiterado em novembro. Já estavam confirmadas delegações de diversos Municípios da Bahia e dos Estados do Pará, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e da crônica desportiva centrada no Sul do País. O evento do ano passado carreou para Paulo Afonso mais de 1.500 pessoas em delegações, além de turistas voltados para o evento, olheiros de futebol e outros profissionais do esporte. Em anos anteriores já defendi a inclusão da Copinha promovida por Beto no Calendário de eventos da cidade a receber amplo apoio do Município e do empresariado local. A falta de visão impediu o evento. A Copinha de Futebol de Paulo Afonso está para o Nordeste como a Copinha de São Paulo está para o Brasil. Inúmeros jogadores saídos da Copinha de Beto atuaram e atuam em diversos Clubes Brasileiros e do Exterior. Creio que o Dr. Anilton em ano de reeleição deveria chamar a coisa nos eixos. Não é porque o evento não é da iniciativa do Município que não deva ser realizado.
Paulo Afonso, 15 de janeiro de 2012.
Fernando Montalvão (montalvao@montalvao.adv.br).
Titular do escritório Montalvão Advogados Associados.

15.1.12

Pato Donald canta "Ai se eu te pego"para Margarida.

Falta de energia foi causada por explosão na Subestação Nova Zebu.

Hoje (15) durante a manhã, mais precisamente às 8h e 44 minutos, duas pessoas da empresa AFA que presta serviços a Chesf – Companhia Hidrelétrica do São Francisco estavam puxando um cabo guia de 230 mil Volts na PA III, conhecida como Nova Zebu, que fica do lado Alagoano, quando houve um acidente grave quando se chocou com a rede energizada.
No local onde ocorreu o acidente houve incêndio em toda a área ao redor
As duas foram encaminhadas ao hospital Nair Alves de Souza. Uma delas está gravemente feriada com queimaduras por todo o corpo continua no Centro Cirúrgico. A outra está internada, mas também com queimaduras pelo corpo.
A falta de energia em toda a região durou ate às 10h e 05 minutos, quando foi restabelecida completamente.

O Brasil vai facilitar visto de trabalho para estrangeiro.

O crescente interesse de estrangeiros em vir para o Brasil, aproveitando o bom momento econômico do país, levou o governo a encomendar um projeto para alterar a política de imigração: a meta é flexibilizar as regras de concessão de vistos de trabalho e facilitar a entrada de profissionais qualificados. De janeiro a setembro de 2011, o governo concedeu 51 mil autorizações de trabalho para estrangeiros, 32% a mais do que em 2010. Só uma multinacional de recrutamento on-line tem cadastrados 400 mil currículos de pessoas interessadas em trabalhar no Brasil, dos quais 80 mil foram enviados ano passado. Coordenador da equipe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) que elabora a nova política, Ricardo Paes de Barros diz que a ideia é estender tapete vermelho para os europeus desempregados pela crise e estabelecer limites para a entrada de imigrantes que fogem da pobreza - como vem acontecendo com os haitianos. (O Globo)
Enquanto isso, os brasileiros são barrados ou expulsos da Espanha.

Há vida fora das redes sociais.

Decididamente o mundo passa por uma revolução nas relações humanas. Após a criação da internet, esse novo mundo virtual começou a levar as pessoas a terem contato com outras de todos os cantos e recantos no planeta. Agora é possível ter amigos mesmo que nunca os tenha visto ou vá conseguir vê-los pessoalmente. Isso parece não importar para um grupo de pessoas que vivem quase que sua vida, agora virtualmente.
Com o barateamento dos computadores, a criação de Redes Sociais feitas para pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que querem partilhar objetivos comuns. Houve uma mudança significativa para um grupo que buscava ser ouvido e visto. Se antes o Bate-papo se resumia as salas de portais de notícias com do UOL, ou ao ICQ “Eu Procuro Você” (I Seek You), pioneiro em mensagem instantânea e que depois de copiado pela Microsoft virou o MSN. Hoje, quem tem computador e passeia pela Rede, não consegue viver sem ele. Encontra-se “amigos” e como em um passe de mágica, minutos depois já se está falando na maior intimidade.
Essa enxurrada de opções de comunicação entre as pessoas invadiu de vez o dia-a-dia de cada um que vive esse mundo virtual. Twittwe, ICQ, MSN, Orkut, Facebook, Google +, Blog, Site, Flick... Eu contabilizei mais de 311 possibilidades onde se pode conviver virtualmente nesse mundo novo. Seria essa a nova Ordem Mundial? Onde as pessoas se despem de seus pudores e buscam os seus 15 minutos de fama como preconizou Andy Warhol, “No futuro toda a gente será famosa durante quinze minutos”. Vejo essa busca em muitos daqueles que vivem virtualmente. São os que eu chamo de “especialistas em tudo”. Se o assunto é política, lá está a pessoa a dar a sua opinião sem respeitar o contraditório. Se for futebol, ela conhece tudo. Saúde? Sabe de cada problema enfrentado pelo governo! Sobre Cuba essas pessoas falam com propriedade de quem vive na Ilha de Fidel. E assim o é para todos os assuntos levantados nas redes sociais. Muitas delas tornaram-se intrasigentes. Não aceitam questionamentos e caso isso aconteça, parte para o ataque logo que questionadas. Com elas, não fale de religião. Gritam que o “estado é laico”, mas professam a religião do ateísmo.
Mas há um mundo fora da Vida Virtual para todos nós. E esse quando branco em frente aos seus olhos, onde letras são colocadas e formam palavras não substituem a família, os amigos de infância, os amigos que encontramos ao longo de nossas vidas. Dentre esses, muitos são conquistados nessas redes, mas que se fortalecem e se materializam quando nos conhecemos pessoalmente. Viver esse mundo virtual está criando uma categoria de pessoas deslocadas do mundo real. Mas é nas ruas, no trabalho, no babá de fim de semana com os amigos que o mundo verdadeiramente acontece. Outro é o mundo de Tron onde pessoas vivem entre Bits – Dígitos Binários (BInary digiT).
A rede serve também para mobilizar, desmentir boatos, mostrar a todos a sua opinião, suas idéias e criações e encontrar pessoas que podem vir a serem novos e queridos amigos, pode ate mobilizar para “marchas”, mas esse mundo virtual não é nada sem o contato real para quem busca amizades. Há um mundo fora das redes sociais.