11.6.12

Homens públicos, Política e Educação.


Por ora, política é o assunto corriqueiro nas praças, escolas, armazéns, faculdades, esquinas, enfim, em qualquer roda de bate-papo. É motivo para apostas, intrigas e debates exaltados. Esse é o período das definições de “chapas” e convenções, momento que os times entram em campo. Até outubro, sentiremos a sensação de que, possivelmente, já vivenciamos todas essas mesmices políticas em eleições passadas. Chega a ser entediante. Mudam-se apenas os personagens! Todavia, devemos saber que “àqueles que não se interessam por política, estará sujeito a ser governado por aqueles que se interessam”, como já dizia Arnold Toynbee. Portanto, precisamos ser participativos e agentes modificadores da nossa realidade. Para isso, necessita-se de parâmetros eficientes que vislumbrem tão somente o pensamento coletivo.
Definitivamente, educação é o fator preponderante que justifica os meios e fins de qualquer processo político. Assim, podemos analisar os mecanismos, causas e consequências pelas quais estaremos sujeitos. Educação e política são inseparáveis, todavia distintas. Devem caminhar complementando-se a fim de gerar bons dividendos a uma população - maior beneficiária. O método de fazer política mudará à medida que a sociedade é incrementada por um maior nível educacional e de conscientização. Dessa forma, diminui-se o seu uso político e o respeito à cidadania se torna perceptível. Trocar-se-á pedidos de bujão, cadeira de roda etc., pelos reais interesses da cidade, estado ou nação.
Entretanto, o retrato do presente, tragicamente, é a substituição de homens públicos em benefício de homens oportunistas – esses que aderem a qualquer governo almejando unicamente atender seus interesses particulares em detrimento da coletividade. Atravessamos um período de contra-senso pois ao passo que o mundo evolui tecno-cientificamente e sob diversos âmbitos, no Brasil ainda recorremos a fazer política dos tempos de outrora, sem discussões, sem projetos, em suma, sem ideologia qualquer. O pensamento que ecoa nos ditos “líderes políticos” é o desejo de barganha – salvo raríssimas exceções. Nada mais. O poder é o que seduz. O povo sempre em segundo plano! É tempo de hipocrisia.
Obviamente, não adianta pensarmos que o atual cenário mudará facilmente, pois faz parte de um processo gradativo. Negligenciar a política não é atitude inteligente, já que o que decide nossa vida em sociedade é, querendo ou não, através dela. É preciso que haja vozes que definitivamente defendam o aprimoramento da nossa educação para que, enfim, possamos seguir o caminho de uma política pautada no embate de ideias, discutindo melhoria dos serviços públicos e assim, deixar para trás essa politicagem que ainda está arraigada em nossas vidas. Ganha o povo. Ganha a cidadania!

Tiago Fonseca Nunes.

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