1.2.12

ABARÉ CONTINUA EM CLIMA DE TENSÃO .

O município de Abaré, localizado no sertão baiano, tem vivenciado grande instabilidade política e administrativa desde o dia 22 de junho de 2011, quando pela primeira vez, o prefeito eleito em 2008, Delísio Oliveira da Silva (PMDB) foi afastado junto com seu vice-prefeito, Manoel Campos da Fonseca, acusados de compra de votos por ter distribuído camisas a alunos e professores nas Olimpíadas Escolares em ano eleitoral.

O prefeito e vice, conseguiram ação cautelar com efeito suspensivo, e retornaram aos cargos dezessete dias depois. Dias esses de muita movimentação, com ocupação da frente da prefeitura por Índios da Tribo Tumbalala e populares liderados pelo então Presidente da Câmara de Vereadores, Sr. Cícero Rumão Marinmheiro, que questionavam a forma duvidosa de eleições feitas às pressas na Câmara de Vereadores para definirem o interino.

O segundo afastamento, ocorreu em 30/09/2011 onde o Sr. Sebastião Alcides, na época presidente da Câmara de Vereadores, assumiu interinamente a prefeitura por um período de aproximadamente três meses, com ações administrativas desastrosas e duvidosas. Até quando no dia 22/12/2011, o Sr. Geraldo Rodrigues, que responde diversos processos na justiça, inclusive um de Apropriação indébita de Consignados da CAIXA, conseguiu liminar para retornar ao seu cargo de Presidente da Câmara de Vereadores, consequentemente, o de prefeito interino do município.

O prefeito, Delísio Oliveira da Silva e o seu vice, Manoel Campos, que atualmente administram o município, retornaram aos cargos no dia 04/01/12, depois de liminar deferida pelo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lawandowisk. Para Lewandowski a concessão da liminar fez-se ainda necessária, tendo em vista que “desde o afastamento do prefeito eleito, três vereadores já assumiram a titularidade da prefeitura, com a possibilidade de assunção ao cargo pelo quarto vereador”. “Impressionam, portanto, na espécie, as múltiplas e indesejáveis alternâncias no comando do Executivo que lançam o Município de Abaré em um gravíssimo quadro de instabilidade político-administrativa provocado pelo deficit de legitimidade democrática daqueles que, embora eleitos para o Legislativo, alternam, sucessivamente, na chefia do Executivo local”, relata o presidente do TSE. Mais a “novela” parece não ter fim. Opositores do gestor já estão marcando a festa, prometem fazer uma grande puxada quando for concedida nova liminar que já têm como certa para os próximos dias.

Será?! E o povo de Abaré?! Quando terá paz?! A única certeza que os moradores de Abaré têm no momento, é que os maiores prejudicados são eles. (Marília T. Pontes)

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