26.12.11

Mundo se encanta com crescimento brasileiro, agora, sexta maior economia global.

Acabo de ler via WEB o Daily Mail que – apesar do seu direitismo militante – estupefato, expõe a seguinte manchete: “Brasil ultrapassa Reino Unido como a sexta maior economia e a Grã-Bretanha cai atrás de uma nação sul-americana pela primeira vez”. A informação é do Centro de Pesquisas Econômicas e de Negócios, segundo o jornal, cujos números põem a Grã-Bretanha como o sétimo país mais rico do mundo, atrás, pela ordem, de EUA, China, Japão, Alemanha, França e Brasil.
As explicações vão sendo costuradas ao longo da matéria, que prossegue misturando ironia à estupefação: “Mais freqüentemente associada com o futebol e cidades miseráveis conhecidas como favelas, o Brasil está se tornando rapidamente um dos motores da economia global”, prosseguindo: “Maior país da América Latina, subiu por causa de vastas reservas de recursos naturais e um rápido crescimento da classe média, com dinheiro na mão”. Para arrematar: “o Reino Unido definha nas garras de uma crise da dívida nacional e da falta de crédito bancário”.
Todas estas mudanças acontecem paulatinamente no percurso de nove anos de governos petistas, junto com seus aliados. Soube o governo Lula, sequenciado pelo governo Dilma Roussef, gerir corretamente a economia brasileira, o que inclui o setor de commodities, na mineração, na agropecuária e em suas relações com a agricultura familiar. E, também, adotando um vasto e ambicioso programa de redistribuição de rendas, que, tudo junto, resulta, agora, na existência de uma pujante classe média conforme destacada pelo importante jornal inglês.
Mas, sobretudo, por não seguir a cartilha do neoliberalismo, como bem desejava o tucanato e seus aliados, que exercitaram esse tipo de visão durante o governo FHC, torrando o patrimônio brasileiro numa série de privatizações, resultando, segundo o livro do jornalista Amaury Ribeiro Junior, intitulado Privataria Tucana, em atos de corrupção e dilapidação do patrimônio público. E que agora é motivo de uma CPI que vai sendo construída por deputados inclusive pertencentes ao PSDB. Com a decisão de se afastar desse modelo, o Brasil também se distanciou dos demais países do mundo desenvolvido, em termos de política econômica e social, afastando-se, também, da crise que assola a Europa e os Estados Unidos.
O curioso nisso tudo é que as oposições reunidas acostumaram-se a atribuir o sucesso do governo Lula a uma situação de grande prosperidade da economia internacional, e, não, às políticas corretamente adotadas. Entretanto, vivemos uma crise da economia global que vem empurrando economias de países desenvolvidos a crises sem precedentes na história econômica contemporânea, enquanto o Brasil vivencia esse verdadeiro tsunami como se fosse apenas uma marola.
É de se esperar, a partir de agora, uma maior colaboração de alguns setores oposicionistas, ao menos, uma maior boa vontade para com o governo da presidenta Dilma Rousseff. De hoje em diante, não apenas a população brasileira permanecerá atenta – como demonstram cabalmente os números das últimas pesquisas de opinião pública, altamente favorável ao atual governo. Mas, também, o resto do mundo, que observa admirado a ascensão de uma economia sul americana, como nunca antes na história do mundo, ao posto de sexta maior no contexto global. E o que é melhor: em plena ascensão.
Josias Gomes é Deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores.

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